PALESTRA BRSEAL: SISTEMAS ESPECIAIS DE INJEÇÃO
21 de junho de 2018

A Força Feminina na Impermeabilização

Quem disse que construção civil é um mercado exclusivo para os homens? As mulheres estão, cada dia mais, ocupando seu espaço nos canteiros de obra, atuando em várias frentes. De acordo com o Ministério do Trabalho, no período de 2002 a 2012, por exemplo, a participação feminina neste setor cresceu 65%.

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, destaca-se um segmento da construção onde elas ainda estão ganhando fôlego quantitativamente, mas mostrando total competência para atuar com brilhantismo: o de impermeabilização, onde encontramos desde projetistas e aplicadoras, passando por consultoras a engenheiras de campo ou de segurança.

É o caso de Thaís Miranda que está, há mais de 40 anos, atuando nesse setor. “Tenho prazer em trabalhar com impermeabilização. Gosto de ir na obra, de resolver os problemas que surgem. É muito gratificante”, afirma ela, que é dona da Cetimper Consultoria e que já trabalhou em projetos de importantes obras, como do Museu do Amanhã e da Biblioteca Nacional. Segundo ela, as mulheres possuem o perfil ideal para atuar nessa área, pois são detalhistas e organizadas, conforme os projetos exigem.

(Thaís Miranda)

Camila Grainho também tem predileção pela impermeabilização. “Amo o meu trabalho e não trocaria por nada. Esta é uma paixão para toda a vida, para quem trabalham nesta área”, afirma ela, que está, há 20 anos no setor, atualmente como diretora técnica da GTI Projetos, empresa da qual ajudou a fundar. A gestora destaca que as mulheres levam um olhar mais delicado para os projetos, com mais afetividade ao trabalhar na obra.

Quem também está, há duas décadas, no segmento de impermeabilização é Patrícia de Magalhães, da Denver Impermeabilizantes. “Eu tinha experiência com projetos e execução de obras, quando fui convidada para ser representante comercial da Denver”, diz ela, que aceitou o desafio e o executa com maestria. Quando o assunto é preconceito, a resposta é categórica: “É visível o crescimento da participação das mulheres no setor e não me lembro de ter sofrido qualquer resistência pelo fato de ser mulher”.

(Patrícia de Magalhães)

A paixão pela impermeabilização também é exaltada por Denise Veiga da Silva, que conheceu o setor, em 1985, quando entrou na Vedacit como promotora técnica, visitando construtoras, prestando assistência técnica e divulgando produtos da empresa. Em 2005, mostrou a que veio e assumiu a gerência da filial, militando para a divulgação da impermeabilização e suas melhores práticas.

(Denise Veiga)

“Fui escolhida e aceitei atuar em um ramo da construção civil muito envolvente. Temos que ser competentes naquilo que abraçamos e, aqui, somos treinados para achar os problemas e encontrar as soluções”, ressalta Denise, acrescentando que admira as mulheres que trabalham neste segmento, “pois possuem um olhar mais cuidadoso com os detalhes e são mais exigentes com os resultados”.

O jogo de cintura nas relações interpessoais também é uma vantagem das mulheres neste mercado, segundo aponta Jaqueline Zubelli, da Bleza Serviços Técnicos. “Acredito muito na mulher para acompanhar detalhes e interfaces críticas dos trabalhos de impermeabilização. Na minha equipe tenho três profissionais do sexo feminino que ajudam na fiscalização e todo comando da empresa, atualmente, é exercido por mulheres. É um time que deu certo”, afirma ela, que desde pequena tem afinidade com o setor, já que seu pai trabalhava como aplicador e foi um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI).

Para Maria Nazaré Müller, a presença das mulheres é fundamental no setor de impermeabilização, pois a execução de uma obra e a elaboração dos projetos precisam de um toque de delicadeza. Segundo ela, a produtividade também é um ponto positivo. “Conheci grandes profissionais, engenheiras e técnicas”, afirma ela, que é gerente de desenvolvimento de mercado da Isocom Isolamentos.

(Maria Nazaré)

Quem também atua da Isocom é Renée Hood Wanderley, que é gerente comercial da empresa. Há 30 anos atuando no setor, destaca que é um mercado altamente competitivo e que é preciso superação diária, em busca dos bons resultados.

(Renée Hood)

Todo esse time feminino pertence ao quadro da Associação das Empresas de Impermeabilização do Rio (AEI), assim como Andréia Sarmento, da Exemplo Engenharia, Cláudia Mangano, que também atua na Cetimper, Fanny Sbracci,  da Texsa, e Renata Oliveira, da Tecnorap Sistemas Construtivos. É a força das mulheres levando a importância da impermeabilização para os quatro cantos da cidade.